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As relações sexuais são más em si mesmas?

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As tendências e as pulsões instintivas não são más, o que está mal é separá-las do espírito e desconectá-las dos valores que lhes proporcionam sua dimensão e sentido.

Ensinar que cada um pode fazer o que quiser com seu corpo e com os fenômenos que nele acontecem significa fechar o homem em si mesmo. É impossibilitá-lo a viver um processo de formação para o amor, que lhe dê a liberdade interior suficiente para saber hierarquizar os valores e conceder a primazia aos mais elevados. 

Quando os noivos optam e caem nas relações pré-matrimoniais estão realizando um gesto enganoso e sem sentido. A relação dos noivos será afetada por este início errado, que costuma levar à desilusão e à cegueira diante dos valores em torno aos quais o amor é construído. Estas experiências cegas conduzem os noivos a não ver os caminhos através dos quais a sexualidade se integra ao dinamismo do amor, chamando ao compromisso matrimonial.

As relações pré-matrimoniais fazem com que o homem e a mulher se tornem mais egoístas, concentrando-os em si mesmos e obsessionando-os com os impulsos sexuais. Os desorienta e deprime.

O gesto sexual não deve ser um gesto para o “eu” de cada um, mas para o “nós” do casal e para a comunidade famíliar e social na qual todo homem nasce para a vida e deve florescer no amor; isto é, deve ser verdadeiro em todas suas dimensões. Este gesto de verdade só é assim quando reúne as condições de compromisso total e definitivo no casamento.

Por este motivo, a Igreja diz que fora do casamento “por mais firme que for o propósito daqueles que se comprometem nestas relações prematuras, não há dúvida de que tais relações não garantem que a sinceridade e a fidelidade da relação interpessoal entre um homem e uma mulher estejam asseguradas e, sobretudo, protegidas contra os vaivéns e as veleidades das paixões”. Não é suficiente o sentimento ou o desejo, nem a atração e a paixão, nem ainda a decisão parcial do casal.

Fora do compromisso matrimonial, as relações sexuais são perturbadoras e desaconselháveis porque emitem um sinal que não corresponde à verdade das pessoas.

No namoro, a exigência das relações pré-matrimoniais é ilegítima, é uma prática errada ou uma chantagem indigna.

A cultura dominante atual trata de nos seduzir com a força poderosa e sutil das imagens e com os impatos afetivos. Por isso, é preciso distinguir o bem do mal nos níveis mais profundos da afetividade, para não ser manipulados e arrastados pela libertinagem. Distinguir entre os bons e os maus espíritos. O hedonismo, a procura de prazeres imediatos e o subjetivismo moral criam uma confusão desintegradora da consciência, especialmente entre os jovens.

Referência: Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé. “Declaração sobre certas questões de ética sexual”. Roma. 1975.

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